Caros:
Tive hoje o grato prazer, e a enorme honra, de experimentar o novo Jaguar XF diesel 240 cv e o modelo exclusivo S de 275 cv.
Confesso que sou pouco versado em Jaguares modernos, tudo o que for posterior ao XJ40, é para mim, algo de complexo e território inexplorado...
O evento teve lugar na Jaguar Porto, onde encontrei o nosso comum amigo João Kramer (JK) que aliás teve a amabilidade de me convidar a participar.
Julgo que o convite terá sido pela prestimosa participação na organização da nossa presença na Expoclássicos.
Ao fim da manhã, pertinho da hora de almoço, lá nos encontramos na Jaguar Automóveis, onde o JK e eu próprio nos deslocamos em carros...pouco convencionais e nada Jaguar!

JK no seu lindíssimo e invejável Rover P6 2000 TC, branquinho

tendo eu levado o Volvo 544. Só mesmo para meter "nojo"!
Depois de nos juntarmos ao resto do grupo, lá partiram os vários XF disponibilizados, uma boa parte de matrícula espanhola. Coube-me em sorte conduzir, logo à partida, o modelo mais musculado (o S de 275 cv) tendo JK como "pendura".
Colocar um carro (um automóvel e que espécime!!!) daqueles a funcionar, sem qualquer tipo de "preparação" prévia, poderá ser um happening: desde logo, caixa automática (mas sem qualquer "stick") e apenas um botão Start/Stop. As chaves?? Servem apenas...para "enfeitar" e como comando à distância, pois o carro, mal detecta a sua presença, e com o pé direito no travão, "aceita" que pressionem o botão de Start e liga-se como por magia! No visor (autêntico computador multi-funções) aparece o logo Jaguar e de seguida as principais funções num simpático menu. Entretanto giram como que por magia, as saídas de ar para o habitáculo, dando um aspecto digno de cápsula espacial, um verdadeiro prazer para os sentidos! O motor começa a rugir, levemente e suave, fica a dúvida se o carro será mesmo diesel ou a gasolina!!

É de tal modo silencioso o V6, acho que não será apenas da insonorização da cabine, mas também da qualidade do próprio bloco de 6 cilindros e 3 litros, que parece mesmo um carro a gasolina.
O comando da caixa automática é um simpático botão rotativo, com os normais P/R/N/D/S que emerge da consola central (lindíssima! Com dois compartimentos com tampa em madeira, para copos e outros objectos) e que após um ligeiro toque, tal e qual um joystick, engrena no modo "Drive" e ala que se faz tarde!
O facto de termos sido o último carro a sair, permite ver aquela fila fantástica de carros em linha, todos de cores metalizadas diferentes, e que não deixavam os transeuntes indiferentes.
Pouco depois, noto as patilhas no volante: olé!!! O carro tem velocidades semi-automáticas! Uau! E ainda por cima com dupla-embraiagem, o que permite uma engrenagem instantanea (mas com controlo de "erros" não permitindo engrenar velocidades superiores ao possível) o que dá um enorme gozo de condução. Enfim, uma rápida incursão na A28 para testar as máquinas, e no regresso, um fabuloso e requintado almoço no Bhule.
Foi realmente uma forma diferente de "sentir" um Jaguar moderno. Diesel é um ultraje à marca?? Talvez, mas creiam uma coisa: já conduzi Mercedes e BMW topo de gama, e este carro continua acima...noutro patamar! Parabéns JAGUAR!
Obrigado à Organização em especial ao Engº André Castro Pinheiro pelo simpático convite.