tendo existido até carros de combate - o Daimler Ferret (com motor Rolls Royce).
E eu que o diga, uma das poucas dores de cabeça que tive na vida, a um a devo, dei um pulo no banco porque passei por cima de um buraco, fiquei logo a saber para que é que servia aquela “almofada preta “ que existia por cima da cabeça do condutor, contei estrelas, planetas e cometas e não me despistei por milagre, a caixa de velocidades era um espanto, engrenavas a mudança que pensavas vir a precisar a seguir, e quando dela necessitasses, era só carregar na embraiagem, o motor ( pintado de branco, aliás todo o interior era branco ) era um portento, dava 100Km para a frente, e 100Km para trás, depois de o conduzir, tinha que ver o aquecimento dos travões, pondo para isso a mão na zona central da roda. Aquele bicho a beber gasolina...
Aqueles carros ( considerados auto metralhadoras) vieram da Irlanda, fartei-me de os ver (na TV )no Ulster, foram-nos oferecidos (?), a FAP, ficou com alguns, e na BA1, já não me lembro se tínhamos dois ou três ( estamos a falar de 1982 ) bem, eu não gostava nada de andar “com aquilo”, tinha sempre medo de me espetar, mas dava um gozo dos diabos carregar no pedal, o barulho do motor era um ronronar delicioso, enfim bons e velhos tempos...
Abraço
